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Medidor de vazão industrial eletrônico com display digital para controle e monitoramento de processos
28 de janeiro

Diferença entre medidor de vazão ultrassônico, eletromagnético e mássico

Quando alguém pesquisa tipos de medidor de vazão, normalmente está tentando resolver uma dor bem específica: leituras instáveis, dificuldade de manutenção, falta de precisão para controle, necessidade de análise mais confiável ou uma aplicação nova que exige tomada de decisão rápida. E aqui vai uma verdade prática: não existe tecnologia “campeã” em todos os cenários. O que existe é o medidor certo para o seu fluido, sua instalação e a qualidade de dados que você quer colocar na mesa.

Neste artigo, você vai entender as diferenças entre medidor de vazão ultrassônico, eletromagnético e mássico (especialmente Coriolis), com linguagem direta, mas sem simplificar demais. A ideia é te dar um mapa técnico para escolher bem, evitar erros caros e ganhar consistência de fluxo, rastreabilidade e previsibilidade no processo.

Antes de comparar: o que você precisa medir de verdade

Para comparar os tipos de medidor de vazão do jeito certo, comece pela pergunta mais importante:

  • Você precisa de vazão volumétrica (L/min, m³/h) ou vazão mássica (kg/h)?
  • Seu fluido é condutivo ou não?
  • Existem sólidos, bolhas ou espuma?
  • Qual é a faixa de operação e a variação ao longo do tempo?
  • Como estão temperatura e pressão industrial?
  • A medição é para controle, balanço, custo ou auditoria?

Com isso em mãos, a comparação fica objetiva. Sem isso, vira “escolha por tendência”, e processos industriais não perdoam tendência.

Medidor ultrassônico: flexibilidade e instalação inteligente

O medidor ultrassônico mede vazão a partir da propagação de ondas sonoras no fluido. Existem duas abordagens principais:

  • Tempo de trânsito: ideal para líquidos relativamente limpos. Mede a diferença de tempo do sinal indo e voltando com e contra o fluxo.
  • Doppler: usado quando há partículas ou bolhas que refletem o sinal. Pode funcionar melhor em fluidos com sólidos ou gás disperso.

Vantagens do ultrassônico

  • Instalação clamp-on (não invasiva): em muitos casos, sem cortar tubulação e sem parar a planta.
  • Baixa perda de carga: não há obstrução na linha.
  • Ótimo para retrofit e campanhas de medição: auditorias, estudos de eficiência e análise temporária.

Limitações e cuidados

  • Perfil de escoamento importa: trechos retos e ausência de turbulência excessiva ajudam muito.
  • Bolhas e incrustação: podem degradar o sinal no tempo de trânsito.
  • Montagem e parametrização: posicionamento dos transdutores, material da tubulação e espessura influenciam.

Se a prioridade é velocidade de instalação e flexibilidade, ultrassônico é forte. Se a prioridade é medição “à prova de variabilidade do fluido”, talvez outra tecnologia seja mais estável.

Medidor eletromagnético: referência para líquidos condutivos

O eletromagnético mede vazão em líquidos condutivos usando o princípio de indução eletromagnética. Simplificando: o fluido condutivo passando por um campo magnético gera uma tensão proporcional à velocidade do fluxo. É uma solução muito adotada em água industrial, efluentes e processos com sólidos em suspensão.

Vantagens do eletromagnético

  • Sem partes móveis: reduz desgaste e manutenção.
  • Baixa perda de carga: passagem plena na tubulação.
  • Boa performance com sólidos: quando bem especificado em materiais e revestimentos.

Limitações e cuidados

  • Condutividade mínima: líquidos não condutivos (óleos, hidrocarbonetos puros) não funcionam bem.
  • Aterramento e instalação elétrica: ruídos e aterramento inadequado afetam leitura.
  • Trechos retos e tubulação cheia: recomendações de montagem precisam ser respeitadas.

Se o seu processo é majoritariamente líquido condutivo e você quer estabilidade com manutenção controlada, o eletromagnético costuma ser uma escolha segura e muito consistente.

Medidor mássico (Coriolis): quando a indústria pede dados “premium”

O Coriolis mede vazão mássica diretamente. Ele detecta alterações de fase e forças geradas pelo escoamento em tubos vibrantes. Além disso, muitos modelos fornecem também densidade e temperatura, o que é valioso para análise e controle de qualidade.

Vantagens do Coriolis

  • Medição mássica direta: excelente quando densidade varia e volume engana.
  • Alta precisão e repetibilidade: ótimo para dosagem e bateladas.
  • Densidade e temperatura: recursos úteis para monitoramento de processo e análise.

Limitações e cuidados

  • Custo inicial maior: exige análise de retorno e criticidade do processo.
  • Instalação mecânica: suporte, vibração e tensão na tubulação precisam ser bem tratados.
  • Aplicações com duas fases: dependendo do nível, pode impactar leitura e estabilidade.

Quando a medição é parte central do valor do produto, do controle fino ou do balanço de massa, o Coriolis costuma justificar o investimento por reduzir incerteza e retrabalho.

Comparativo direto: como decidir entre ultrassônico, eletromagnético e mássico

1) Pelo tipo de fluido

  • Líquidos condutivos: eletromagnético é muito forte; ultrassônico pode funcionar bem em líquidos limpos; Coriolis quando massa e densidade importam.
  • Líquidos não condutivos: ultrassônico ou Coriolis tendem a ser opções mais viáveis.
  • Fluidos com sólidos: eletromagnético frequentemente se destaca; ultrassônico Doppler pode ser alternativa conforme a condição.

2) Pela necessidade de instalação e paradas

  • Sem parar a planta: ultrassônico clamp-on é o mais conveniente.
  • Instalação definitiva em linha: eletromagnético ou Coriolis, conforme o objetivo.

3) Pela variável de controle

  • Controle de volume: ultrassônico e eletromagnético são comuns.
  • Controle de massa: Coriolis entrega com consistência, especialmente com variação de densidade.

4) Pela robustez em condições industriais

Pressão industrial, temperatura, vibração e ruído elétrico exigem especificação correta. Em muitos casos, o que “quebra” o projeto não é a tecnologia, e sim a falta de engenharia de aplicação e padronização de instalação.

Erros comuns na escolha dos tipos de medidor de vazão

  • Escolher ultrassônico tempo de trânsito em fluido com bolhas: sinal oscila e vira dor de cabeça.
  • Escolher eletromagnético para fluido não condutivo: o medidor não tem como medir corretamente.
  • Escolher Coriolis sem suporte mecânico: vibração e tensão na linha afetam desempenho.
  • Ignorar trechos retos e instalação: a medição vira “média criativa”.
  • Não padronizar calibração e análise: sem histórico, você não enxerga deriva nem causa raiz.

Integração, análise e rotina de confiabilidade

Um ponto que separa medições “ok” de medições realmente úteis é a integração. Independentemente do tipo, um bom setup inclui:

  • Parâmetros padronizados, tags e documentação;
  • Integração com CLP e supervisório para tendências;
  • Alarmes de diagnóstico e verificação;
  • Rotina de calibração, verificação e análise;
  • Atenção ao contexto de pressão industrial e temperatura quando houver compensação.

Nesse cenário, contar com assistência técnica reduz tempo de troubleshooting, e a visão de projetos ajuda a padronizar tecnologia e reduzir custo de manutenção ao longo do tempo.

A melhor escolha é a que sustenta o processo

Entre os tipos de medidor de vazão, o ultrassônico brilha quando flexibilidade e instalação rápida são prioridade. O eletromagnético é referência para líquidos condutivos com baixa perda de carga e boa robustez. O Coriolis entrega medição mássica com alta confiabilidade e dados extras para análise, sendo ideal quando precisão e controle fino são críticos.

Se você quiser acelerar a decisão, reúna as informações do processo (fluido, diâmetro, faixa, temperatura e pressão industrial) e avalie a melhor tecnologia com suporte técnico e visão de projetos para garantir medição estável desde o comissionamento.

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